RUBRO

Veia de sangue Vermelho corre Não sabe aonde vai Entorpecido Corre louco Entra aqui, entra ali Circula, sobe e desce Sai vazado sem vazar Leva a vontade Para onde quiser Sem mais querer Ele tem o caminho Ele sabe onde está Corre-corre contínuo Subalterno da derme Briga com verme Não … Continue lendo RUBRO

OLHAR

Ela dizia que meus olhos eram lindos, observava-os lentamente, com seus olhos também lindos, lindos e curiosos diante o meu olhar, estes meus olhos, os mesmos que ela dizia serem lindos, instigantes, sensuais, belos na sua composição, no seu contexto estético, no olhar imagético, no provocante desejo que a envolvia, … Continue lendo OLHAR

RETRATO

Ouça teu silêncio Ouça teu cerne Traça teu caminho Siga teu traço Na linha do teu tempo Desenhe teu espaço Não rasure teu contento Ouça teu talento E no momento único Do belo silêncio Não esboce sentimentos Desenhe tua vida E continue teus retratos. João Aranha 29/11/2006

HORA

Hora parada Na parada de uma hora Que passa Que pára Que voa De hora em hora Coisas vão embora Coisas vêm agora Vamos juntos com as horas Que levam graças Mas trazem glórias E no meio dessa hora Não vou embora Vida sempre agora. João Aranha 29/11/2006

NORTE

Duras penas Passando e sentindo Vivendo apenas Estas penas Num emaranhado calado Num esboço sufocado Sinto as penas Apenas, penas Levanto do meu canto Conservo meu encanto Rio do meu pranto Nem sei pra quê tanto E no entanto Enquanto pessoa Minha vida ecoa Dura vida de vida boa Me … Continue lendo NORTE

É

Estava eu de pé Tomando meu café Sentindo minha fé Voltei ao café Em meio ao forfé Olhei as muié Muita muié Alguns mané Muitos José Algumas Mazé E eu no meu café Vi uma ralé Vi um mané Mas, o que é? Estar em pé Sentindo aquela fé Pergunto … Continue lendo É

ANALOGIA

Um sorriso de menina Num corpo de mulher Um olhar expressivo Só não vê quem não quer Um charme predomina Ela dita, ela é. João Aranha 2006

NOTA-ME

Notas sutis Nota por nota Delicada nota Uma por uma Sublime nota Que me nota aqui Nota minha paz triste Calmaria inquieta Revolta branda Sereno que cala o grito Nota que me nota Eu, nunca janota Já noto a nota E anoto em meu cerne Aquele desconsertante Não obstante Criança … Continue lendo NOTA-ME

ÍMAS

Ímas Uma fotografia Imagem real Projetada em meu cerne Total e desconsertante Quebrante e inquebrável Poema em forma de luz Escrevendo a alma Magnetizando um sentimento Aproximando dois ímas Extremidades diferentes Coladas igualmente Num calor equivalente E valente nos dois seres Ora dois, ora um Ímas imagéticos A qualquer hora … Continue lendo ÍMAS

TINTA

Tinta Tinta no papel Sempre Ela no papel Ele na tinta Tinta que tenta Fazer o papel Papel dela Papel de muitos Papel de mitos Papel de mistos Papel da mente Mente que mente E desmente A demência de um poeta A clemência de um profeta Que entra em alfa … Continue lendo TINTA

O AUGE

O Auge Já é tarde O sono não vem Amanhã é mais um dia O meu dia é pro meu bem Antes penso no deitar Raras noites sem criar A loucura encontra a paz Noites passam e eu invento Hoje é o meu momento Amanhã meu bem-estar. João Aranha 13/06/06