Paúra

Fobia que não ia
Fobia que não ia embora
Que não sumia
Sempre aparecia
Sempre surgia
Pavor com louvor
Com terror de tê-lo
De sê-lo
De medo
De medo que não muda
Que muda a voz
Ou deixa muda
Muda que não vai crescer
Que não será planta
Afobado
Não colho mais a fobia
Nem o medo
Só recolho o que dá dor
E jogo fora
Sem dor
Tiro da mente
Tiro no peito
Tiro essa cor
Trago no cerne
Sem torpor
A dor cabida
A dor sabida
Da incerteza
Da tristeza
Mas com destreza
Cuspo a fobia
Piso no medo
Queimo o pavor
Fico limpo
Volto à minha mentira
Ou à minha verdade
De não mais ter essa dor.

João Aranha
31/08/2010

Publicado em: Poemas

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