RUBRO

Veia de sangue

Vermelho corre

Não sabe aonde vai

Entorpecido

Corre louco

Entra aqui, entra ali

Circula, sobe e desce

Sai vazado sem vazar

Leva a vontade

Para onde quiser

Sem mais querer

Ele tem o caminho

Ele sabe onde está

Corre-corre contínuo

Subalterno da derme

Briga com verme

Não pára

Nunca cessa

Nem sossega

Mas conduz

A nossa cruz

Entre encruzilhadas

Vive, manda, penetra

Sai, cospe, jorra

Segura a gente

Segura a mente

Vai em frente

Volta atrás

Até o aqui jaz.

João Aranha

20/06/2006

Publicado em: Poemas

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