NORTE

Duras penas
Passando e sentindo
Vivendo apenas
Estas penas
Num emaranhado calado
Num esboço sufocado
Sinto as penas
Apenas, penas
Levanto do meu canto
Conservo meu encanto
Rio do meu pranto
Nem sei pra quê tanto
E no entanto
Enquanto pessoa
Minha vida ecoa
Dura vida de vida boa
Me enxergo pleno
No vazio preenchido
De um pensar aflito
Eu grito, grito e grito
E o meteorito
De idéias e razões
Dores e prantos
Paz que voa
Não estou à toa
O silêncio invade
Penetra a alma
Lágrima que seca
Luz que falta
E no cerne forte
Dou conta do meu porte
Sorrindo do destino
Essa é a minha sorte.

João Aranha

04/11/2006

Publicado em: Poemas

Tagged as:

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s