CERVANTES

Na rua
Na chuva
No sol
Tua mão me segura
No mais
Tudo
Em tudo
Nada mais
Nada mais que o toque
O toque de suas mãos
No rosto
Meu gosto que eu gosto
Sou ser falante
Por vezes errante
E no mirante
Que não foi Leblon
Muito além, bem bom
Meu ser errante
Aprende o infante
Que o amor deixa seu rastro
Num frio que não tem neve
Mas há calor
Calor me leve
Pra direita
Pra esquerda
E no meio do quadrante
Pra onde vamos?
Cervantes
Ser antes?
Ser depois?
Não, ser agora
Agora me namora
O perfume rosa
Gostosa noite
Mão carinhosa
E num sorriso
Bela, formosa
E no mesmo instante
Vem paz tocante
Que dorme e acorda
Copacabana
Passeio na orla
E no pé de vento
Beijo é sustento
Vem calor
Não demora
O carinho está
Botafogo, Humaitá
E no Flamengo, meu dengo
Ipanema, Visconde de Pirajá
Vem já, o meu amor
Que coisa boa
Passeio, Lagoa
Rio, coisa boa
Eu rio, à toa
E mesmo distante
Amor conservante
Serve-se antes
Na sede, epiglote
Meu mote é bom
Quixote é Dom
Vamos pra casa
Que o dia foi bom.

João Aranha

05/05/2008

Publicado em: Poemas

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