CALA A BOCA

Cala minha boca
Cala minha alma
Cala-me agora
Diga que não quer
Um beijo em tua alma
Um corpo em tua sauna
Um fogo não se acalma
Não grite, não fuja, não saia
Chama alma
Nada alva
E minha alma
Só te chama
Que não chama
Que não ama
Que não fala
Só me cala
Essa tua boca
Que deixam loucas
Muitas bocas
Que ora selam
Mas não te calam
Sequer eu calo
Minhas cordas roucas
Que tu não ouves
Num gesto oco
Onde o muito ainda é pouco
Pra deter o meu sufoco
E gritar na tua cara
Que teu beijo é que me cala
Põe em risco a minha fala
Titubeia, quase indaga
Do meu cerne eu tenho pena
Coração pede safena
Tara louca é ter tua boca
Não a tenho, sou ferrenho
Minha ira não é pouca
De mandar
Calar tua boca.

João Aranha

07/07/2004

Publicado em: Poemas

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s