A CAMINHO DA AMÉRICA

estrada

Passando pelo antigo município de Odécia, logo mais à frente terá uma entrada para a região dos Vales de Valdelice, pertinho da pacata Jesselina, cidadezinha que fica mais ao norte. Seguindo uns 50 quilômetros já tem saída para um bairro na beira da estrada, no Jardim Marinilze, é só seguir pela rodovia Ronie que já cái no Jardim Mirta, que fica do outro lado. Depois deste último bairro, já voltando para a estrada, você passa pela região Santa, em paralelo ao caminho da Praça de Jesus, que termina na Vila Arildo. Nesse ponto, vire a primeira à direita. No mesmo lado da pista você verá placas indicando para os vilarejos de Eleuza, Campos de Leonilze e Jardim Iria, passe todos eles. Chegando neste ponto após os vilarejos fica mais fácil, é só seguir o Rio Piquerobi, que se inicia perto da Vila Elpídio, cidade vizinha de Gercides. Não pare, continue seguindo a correnteza à sua esquerda e vai! Passe a Vila Alício – um antigo distrito de São Ervando, depois passe por Terras da Herce e vai embora! É um longo caminho, mais uns 60 quilômetros de estrada com uma pista só, mas é tranquila. Siga até o trevo de Odayl, entre no sentido interior-Conceil e siga em frente. Pouco depois, chegando em Águas de Argene, povoado simples – mas repleto de casas coloniais, que fica ao lado de Ilíria – uma cidadezinha também pequenininha, mas muito famosa pelas festas de sua paróquia, é só fazer o retorno para entrar na estradinha tortuosa que leva até o município de Milma, distrito pertencente à Ilha de Idalba desde os tempos do café. A partir daí não tem segredo, é so seguir adiante passando por várias cidades. Passe por Judaiba, Guaraciaba, São Veluziano, Vila Aysete, Chácara Neyson e segue toda a vida por uns 100 quilômetros, mais ou menos. Depois, logo na sequência, você já vai notar a entrada de Terras Enilcéa. Entre e contorne à esquerda, numa entradinha bem pequena, quase não dá pra perceber, mas é logo depois da região do Parque Eulélis que, passando ele, é só pegar a estradinha Domingas e andar mais uns 20 quilômetros de terra batida, coisa pouca. Quase chegando no fim da poeira seca você avista a cachoeira de Ajuricaba. Admire a paisagem, tome um banho por lá e, depois de passá-la, você já cai dentro de Vila Neidja, a penúltima cidade do interior, que tem saída para a via Oraida, estrada bonitona, asfaltada, cercada por árvores e planaltos, mas só por 40 quilômetros. Aí, ao término dela, você chega e já vê, bem de longe, a bela e formosa entrada da América!

Os nomes das cidades citadas nada mais são que apenas os nomes das amigas, amigos e pessoas conhecidas da minha mãe, dona Eglair, que é, sem dúvida, a “cidade” mais bacana de todas. “América” é, no entanto, uma prima da minha mãe, já falecida, mais conhecida por “Meríca” que, junto à “Ninica”, “Maroca” e “Norica”, faziam parte das confusões de nomes nada comuns entre família e amigos. Estas últimas “regiões”, porém, não constam no texto pois não correspondem ao caminho em questão, embora familiares.

João Aranha

18/07/2009

Publicado em: Crônicas

4 comentários em “A CAMINHO DA AMÉRICA Deixe um comentário

  1. Meu, pensei k só eu sabia chegar lá!!
    Bem criativo, mas melhor avisar pq alguém pode ficar horas tentando
    localizar pelo google maps
    AP

    1. Obrigado por gostar!
      Então, como disse abaixo, são nomes das amigas e parentes da minha mãe. Aí, acabei criando esse texto…rs.
      Não são caminhos, mas nomes nos caminhos da vida…rs.
      Valeu!
      Abraço,
      João Aranha

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